Fluxometria: o que é, como funciona, para que serve esse exame e onde fazer?
A fluxometria, também conhecida como urofluxometria, é um exame simples e não invasivo utilizado para avaliar como a urina é eliminada pela bexiga.
Apesar de parecer algo básico, o modo como o jato urinário acontece fornece informações valiosas sobre o funcionamento do trato urinário inferior. Por isso, esse exame é frequentemente solicitado quando há queixas urinárias persistentes ou alterações percebidas no dia a dia, como jato fraco, dificuldade para iniciar a micção ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
Trata-se de um exame bastante comum em consultórios de urologia e clínicas de diagnóstico, sendo indicado tanto para homens quanto para mulheres, além de poder ser realizado em crianças e idosos, sempre com orientação médica.
Como funciona a fluxometria
A fluxometria é simples e não causa dor. O paciente é orientado a urinar em um equipamento específico, parecido com um vaso sanitário ou funil conectado a um aparelho eletrônico. Esse equipamento registra automaticamente dados como o volume total de urina eliminado, o tempo da micção e a velocidade do fluxo urinário.
Durante o exame, é importante que a bexiga esteja moderadamente cheia, pois isso garante resultados mais confiáveis. O procedimento ocorre de forma reservada, respeitando a privacidade do paciente, o que ajuda a reduzir o constrangimento e a ansiedade, fatores que poderiam interferir no resultado.
Os dados coletados são transformados em gráficos e números que mostram o padrão do fluxo urinário. Esses resultados não costumam ser interpretados isoladamente, mas sim em conjunto com a história clínica do paciente, exame físico e, quando necessário, outros exames complementares.
Para que serve o exame de fluxometria
A fluxometria serve principalmente para identificar alterações no fluxo urinário que possam indicar algum problema funcional ou obstrutivo.
Ela é muito utilizada na investigação de sintomas do trato urinário inferior, como dificuldade para urinar, interrupções no jato, aumento da frequência urinária ou esforço excessivo durante a micção.
Em homens, o exame é bastante solicitado na avaliação de condições relacionadas à próstata, como o aumento benigno prostático, que pode comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina. Também pode auxiliar na suspeita de estreitamentos da uretra ou alterações neurológicas que afetam o controle da bexiga.
Nas mulheres, a fluxometria ajuda a investigar disfunções miccionais, incontinência urinária e problemas no assoalho pélvico. Em crianças, o exame pode contribuir para o diagnóstico de alterações congênitas ou dificuldades no aprendizado do controle urinário.
Como se preparar e entender os resultados
Na maioria dos casos, não é necessário um preparo complexo. Geralmente, o paciente é orientado apenas a ingerir líquidos antes do exame para garantir que a bexiga esteja cheia no momento adequado. Não há necessidade de jejum ou suspensão de atividades cotidianas, salvo orientação médica específica.
Os resultados mostram valores como fluxo máximo e médio da urina, além do tempo total da micção. Alterações nesses parâmetros podem indicar obstrução, fraqueza do músculo da bexiga ou outros distúrbios, mas somente o médico pode fazer essa interpretação de forma correta e segura.
A fluxometria pode ser realizada em clínicas de urologia, centros de diagnóstico por imagem e hospitais que possuam o equipamento adequado. Normalmente, é um exame rápido, com duração de poucos minutos, e não exige internação.
Buscar um local de confiança e contar com orientação médica antes e depois do exame é fundamental.
O Dr. Gino Pigatto Filho é urologista com grande experiência em Cirurgia Urológica Avançada e é entusiasta de tecnologias minimamente invasivas com destaque para a Endourologia, Videocirurgia, Cirurgia Oncológica e Robótica. Confie no Dr. Gino para um atendimento e tratamento humanizado, personalizado e eficaz.
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