Como a desidratação pode contribuir para problemas urológicos
A desidratação é um problema mais comum do que se imagina passando despercebida no dia a dia. Com uma rotina rápida, o consumo excessivo de refrigerantes e à falta de atenção aos sinais do corpo, muitas pessoas ingerem menos água do que o necessário.
Pode parecer simples: “é só beber mais água”! Na realidade, a desidratação pode desencadear uma série de impactos negativos no organismo, especialmente no sistema urinário.
A importância da hidratação para o organismo
Todos sabemos que a água é essencial para praticamente todas as funções do corpo humano.
Ela participa da regulação da temperatura corporal, do transporte de nutrientes, da eliminação de toxinas e do funcionamento adequado dos órgãos. No sistema urinário, a água tem um papel ainda mais relevante, pois é o principal componente da urina e permite que os rins realizem a filtragem do sangue de forma eficiente.
Quando a ingestão de líquidos é adequada, os rins conseguem eliminar substâncias tóxicas e resíduos metabólicos de maneira contínua. A urina se mantém clara ou levemente amarelada, sinalizando um bom equilíbrio hídrico.
Já na desidratação, o corpo passa a economizar água, reduzindo a produção urinária e concentrando ainda mais os resíduos, o que cria um ambiente favorável para o surgimento de diversos problemas urológicos.
O que acontece no sistema urinário durante a desidratação
A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que recebe. Isso pode acontecer devido ao consumo insuficiente de água, ao excesso de suor, à febre, à diarreia ou ao uso de determinados medicamentos.
Em resposta a esse déficit, o organismo ativa mecanismos de compensação para preservar a água disponível.
No sistema urinário, essa adaptação resulta na produção de uma urina mais concentrada, com maior quantidade de sais minerais, toxinas e resíduos.
Essa concentração elevada pode irritar as vias urinárias e sobrecarregar os rins. Com o tempo, esse esforço constante pode contribuir para inflamações, infecções e outras alterações que comprometem a saúde urológica.
Pessoas que bebem pouca água ao longo do dia podem apresentar maior frequência de infecções urinárias recorrentes, especialmente mulheres, idosos e indivíduos com outras condições predisponentes.
Desidratação e formação de cálculos renais
Outro problema urológico fortemente associado à desidratação é a formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins. Os cálculos se formam quando há um acúmulo excessivo de sais minerais, como cálcio, oxalato e ácido úrico, na urina.
Em condições normais, esses minerais são diluídos pela água e eliminados sem dificuldade.
Quando o volume urinário é baixo devido à desidratação, esses minerais ficam mais concentrados e podem se cristalizar, dando origem aos cálculos. Esse processo pode ocorrer de forma silenciosa por longos períodos, até que a pedra cause dor intensa, obstrução urinária ou infecção. A hidratação adequada é considerada uma das principais estratégias de prevenção contra os cálculos renais.
A desidratação é um fator de risco silencioso, porém significativo, para diversos problemas urológicos. Embora muitas vezes negligenciada, a ingestão insuficiente de água pode afetar diretamente a função dos rins, favorecer infecções urinárias e contribuir para a formação de cálculos renais.
Cuidar da hidratação é um ato básico de autocuidado e um investimento direto na saúde do sistema urinário. Pequenas mudanças na rotina, como lembrar-se de beber água regularmente, podem ter um impacto positivo duradouro, promovendo bem-estar e qualidade de vida ao longo dos anos.
O Dr. Gino Pigatto Filho é urologista com grande experiência em Cirurgia Urológica Avançada e é entusiasta de tecnologias minimamente invasivas com destaque para a Endourologia, Videocirurgia, Cirurgia Oncológica e Robótica. Confie no Dr. Gino para um atendimento e tratamento humanizado, personalizado e eficaz.
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